Redes Sociais no Olho do Furacão!

Em tempos de Pandemia, dirigentes precisam sempre encontrar culpados, afinal se não é possível culpar o dirigente anterior, a culpa sempre será da fonte da notícia, e logo não se ataca a notícia ou o fato narrado, e sim o narrador.

Se os jornais perderam a força de antes, e os canais de Tvs não são mais os mesmos, nossos homens públicos encontram nas redes sociais, suas políticas e seus algoritmos os verdadeiros culpados, afinal em nome da liberdade de pensamento está autorizado mentir, desvirtuar e enganar. E assim seguimos na era da pós verdade onde a notícia tem credibilidade “se e somente se for positiva ao meu governo” naquela lógica do copo meio cheio e meio vazio, para quem? Depende.

É inegável a força das redes sociais para o bem e para o mal, afinal cabeça desocupada é sempre o melhor terreno para Fake News, principalmente as que me forem convenientes. E é em razão dessa influência que o debate ganha novas cores. Onde a Liberdade de Imprensa e a liberdade de opinião ganham o papel do debate principal.

A influência dela pode ser identificado na maneira em que as redes virtuais alteraram os modos de ver e ler, as formas de reunir-se, falar e escrever, de amar e saber-se amado à distância, ou talvez, imaginá-lo, tudo absolutamente líquido.

Uma sociedade com outras formas de ser sociedade e de fazer política emergem das através de debates relâmpagos “mobilizações-relâmpago”. Mobilizações que nascem muitas vezes de uma postagem de celular, ou de robôs contratados para gerar falsos engajamentos.

Ao mesmo tempo que a comunicação digital e eletrônica multiplicou os espaços de acesso aos saberes e à formação cultural, também multiplicou muito ruído desnecessário.

Com tantos dados nessa overdose de dados que dificulta a seleção e hierarquização das informações, como separar o que é e o que não é importante? Que regras de Compliance seguir para saber. Quem está falando? O que está falando? Se a informação é relevante? Se a fonte é confiável?

Com todo esse ruído a democracia corre risco onde o antagonismo pode dar espaço ao sufocamento do Estado de Direito, onde os valores constitucionais podem ser solapados por mentiras digitais.

Os social bots, que são contas automatizadas em redes sociais digitais, estão aí para destruir reputações, e seus alvos são as instituições e as pessoas conectadas às mídias digitais. Seus ataques e suas tentativas de manipulação são acentuados, em período eleitoral e agora mais recentemente em pandemias, tentando criar um caos que dificulte o senso crítico.

Redes Sociais transparentes e neutras são necessárias para manutenção do Estado de Direito, elas não precisam ser simpáticas a A ou B, mas terem compromisso com a verdade, gostemos ou não.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.