Quem segura as plataformas?

O desafio que já era grande diante da concentração financeira, cada vez maior, das plataformas digitais se evidencia agora com a pandemia, o exemplo pode ser dado com a Apple que com uma receita global de 58.3 bilhões representou um aumento de 1% comparado ao mesmo período no ano passado, isso analisando apenas esse primeiro trimestre.

Ou seja, com quase dois terços do mundo em quarentena, a Apple conseguiu ainda assim fazer suas receitas aumentarem, seguindo o exemplo de Facebook e Amazon, provando a força financeira das plataformas em meio a pandemia.

No caso da Apple o balanço já indica uma imensa transformação com a participação crescente em serviços e não apenas em hardware, mostrando que está expandindo sua oferta em serviços que cada dia mais fazem parte de seus lucros.

Entre os produtos físicos o único que cresceu foram os smartwatches que ultrapassou a marca percentual de 2 dígitos, o que para a velha economia é impossível. Sem limites legais e com uma economia fragilizada, as plataformas acabam dando o tom de como a nova economia vai andar.

Somente o direito pode ofertar instrumentos para segurar através de regulações necessárias a explosão de plataformas como Netflix, Amazon, Facebook, Google, Apple Music, entre outros.

É um desafio jurídico dizer até onde a economia pode ir.

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