Pandemia, tecnologia e a dignidade no transporte público

O Direito à mobilidade decorre do princípio maior que norteia a nossa Constituição: o Direito à Vida!

Não uma vida qualquer mas uma vida que preserve as nossas relações sociais de forma saudável, distante dos doentios trânsitos das grandes e médias cidades. Serão novas cidades com muito menos carros e quanto menos carros tiverem as cidades, mais tecnologias elas devem ser.

Logo, o período de pandemia mais do que de reflexão é de observação sobre as mudanças que essa parada na rotina representa e todas as transformações que ela nos trouxe.

Estamos muito longe dos carros voadores, das esteiras automáticas e outras facilidades imaginadas pela ficção científica, por hora um transporte de qualidade e filas menores pode parecer um presente dos deuses.

Devemos olhar para países e cidades que começam a planejar as saídas da quarentena e nos prepararmos para o que convencionamos chamar de “novo normal”.

Passado o período da pandemia, as luzes devem se voltar para o sucateado transporte público, nem somente em seus veículos, mas no mobiliário urbano, é fundamental dotar as paradas de ônibus com tecnologia inteligente.

Os pontos precisam abrigar com dignidade, proteger das intempéries, informar melhor ao usuário e entreter para que a espera não vire um suplício.

Muitos são os dados desse período para reflexão, como o estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), que indicou que 72,6% da emissão de gases de efeito estufa no Estado de São Paulo tinha origem nos automóveis, logo menos carros significa um ar melhor em nossas cidades, e por consequência uma menor incidência de doenças respiratórias, que são as parceiras da atual pandemia no agravamento de quadros.

O maior desafio é de ordem cultural, pois, apenas um aumento de 20% do uso do transporte público já seria suficiente para diminuir significativamente o trânsito nas cidades.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.