O Replanejamento das Cidades

Diariamente temos postagens discutindo o progresso das cidades e pessoas, principalmente sobre mobilidade urbana e a necessidade de replanejamento dos grandes centros em razão do acúmulo de tráfego e o número de pessoas nessas localidades.

Esse replanejamento requer, antes de tudo, uma mudança de hábito e cultura da população e das empresas. O velho hábito de se pegar um carro, andar 10 km e estacionar em uma vaga sozinho, de forma egoísta, vai se transformar com passar dos anos e ser cada vez mais caro.

As cidades deverão ser redesenhadas não mais com foco nos carros e no tráfego, mas sim nas pessoas e no seu tempo.

Como valorizar o tempo? Tempo esse que se vale da velha máxima: “tempo é dinheiro”.

O tempo das cidades que vivem congestionadas, e que atualmente demonstram uma grande fragilidade até no quesito de saúde pública, excede no deslocamento o que seria razoável, demonstrando assim que o modelo atual é fracassado.

Quando enchemos as ruas de carros, demonstramos de forma clara que não nos importamos com o tempo do próximo. Quanto tempo se perde no tráfego pelo excesso de veículos? Há a necessidade tão grande do transporte individual?

Mundo afora as cidades por gestos vão indicando a tendência irrefreável da alteração do comportamento na mobilidade urbana. Nova Iorque, por exemplo, vem alterando o padrão da cidade, aumentando a disponibilidade de ciclovias para que o número de carros diminua.

A espinha dorsal da cidade de São Francisco já se encontra fechada para a circulação de veículos. Cidades como Sevilha ou Paris já são referência no uso com sucesso de bicicletas como meio de transporte e anunciam que dentro de 5 e 15 anos, 100% das ruas serão amigáveis para as bicicletas.

Carro tem se tornado objeto de luxo, e não apenas pela questão ambiental mas também, pela impossibilidade de circulação da imensa frota nas cidades cada vez mais populosas.

O slogan para tudo é claro: “O fim do tráfego”. O fato é que não existe só um modal para deslocamento, o transporte coletivo com o devido investimento na tecnologia vem para trazer inovação e sustentabilidade.

Hoje já se fala em monitoramento do transporte coletivo com dados em tempo real, facilitando a vida daqueles que dele necessitam e incentivando os donos de automóveis a usá-los cada vez mais, deixando seu veículo em casa.

Fala-se também na flexibilização dos horários de trabalho e a implantação do homeoffice, cada vez mais necessários para se adequar a nova realidade que exige menos pessoas se deslocando e perdendo horários produtivos no tráfego super populacional.

Mais conforto para o transporte público e uma mudança de comportamento são imprescindíveis nesse futuro.

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