MOBILIDADE, TECNOLOGIA E RESPONSABILIDADE NO TRÂNSITO

Qual a razão dos nossos celulares não travarem enquanto dirigimos veículos? Qual a razão para que os mesmos não tenham o módulo “conduzindo veículo”? Por qual razão nossos celulares que nos monitoram em todos os movimentos não estão conectados ao sistema de trânsito avisando que estamos conduzindo um veículo acima da velocidade permitida? Todas essas soluções são simples, já existem e a crise fiscal deve empurrar os entes públicos para esse caminho.

Nossos celulares e seus dados de locomoção vão interagir de forma cada vez mais intensa com o avançar das tecnologias de 5G e Internet das Coisas, estamos apenas no início, e por mais que seja antipático serão medidas que salvarão vidas e melhorarão o trânsito nas ruas e rodovias.
Algumas empresas já são capazes inclusive de detectar os péssimos motoristas, e de travar o veículo em caso de má condução através dos seus softwares.

A melhor qualidade na condução, seja de automóveis, motos e outros veículos vem inclusive avançando para equipamentos de micromobilidade como bikes, patinetes e scooters.

A Superpedestrian uma empresa nascida no Massachusetts Institute of Technology (MIT) tem uma plataforma de software avançada e operações eficientes de frota que permitem que os links sejam integrados com segurança nas ruas movimentadas de cada cidade.

Seu sistema, já testado em 50 cidades no mundo, funciona de forma integrada com os equipamentos públicos das cidades, e vai permitir que se implante em 25 cidades nos EUA, um software integrado de defesa de pedestres.

A tecnologia transportada pelas scooters detecta se um usuário dirige bêbado, dirige em uma direção proibida ou se é um reincidente. Nesses casos, é capaz de parar a scooter, bloquear o acesso aos motoristas infratores e até recompensar aqueles que desenvolvem as melhores práticas na condução.

O software Link identifica a posição do veículo; comportamentos de condução inseguros, incluindo viagens de calçada, acrobacias e desvios agressivos e intervém automaticamente para diminuir a velocidade. Tudo isso graças à fusão de dados de múltiplos sensores do veículo que os integra com a inteligência a bordo da scooter para fazer medições em tempo real.

Desenvolvida ao longo de nove anos, a plataforma aborda os principais desafios das frotas de veículos elétricos. Desde a automação preditiva de manutenção e reparo, até a gestão detalhada de localização e calçada.

Reinventar o futuro das cidades por meio do desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis, respondendo aos crescentes desafios no setor de mobilidade, depende da integração e da leitura de que o viés do trânsito em nossas cidades caminha conjuntamente com projetos comercialmente sustentáveis do ponto de vista econômico e social, e isso vai muito além de povoar nossas cidades e calçadas com patinetes e bikes jogadas de forma aleatória, prejudicando o pedestre.

Nos últimos dois anos, da pandemia, os desafios da infraestrutura e a falta de acesso equitativo às opções de transporte em comunidades urbanas e suburbanas têm destacado a necessidade de desenvolver opções de transporte seguras e confiáveis para todos. É isso que a Superpedestrian está fazendo ao desenvolver tecnologia que reinventa o futuro das cidades por meio de uma conectividade melhorada.

A empresa possui, além dos veículos elétricos leves que descreve como “mais inteligentes e seguros do mundo”, mais de 40 patentes em proteção contra falhas autônomas para veículos, software de manutenção automatizada, otimização de frotas e conhecimento do contexto do veículo, inteligência pra melhorar a mobilidade.

As ruas devem ser das pessoas e dos automóveis em segundo plano, logo o papel regulador dos municípios passa, pelo alargamento de calçadas, obrigatoriedade de bicicletários em maior número nos prédios, comerciais e residenciais, o que de imediato ampliaria o uso desses equipamentos, e a empregabilidade na construção civil na edificação e instalação desses equipamentos. Pense apenas na padronização e alargamento das calçadas e ampliação das ciclovias?

Nossas cidades são inteligentes na medida em que fazem parte de uma vanguarda que entende que as cidades devem se mudar para uma nova era em que o automóvel desempenha um papel cada vez mais reduzido e desencorajado, e o movimento de pedestres, o transporte público em suas diferentes ofertas e a micromobilidade aumentam progressivamente sua proeminência, ao mesmo tempo que outras viagens habituais pela cidade, como logística ou transporte de passageiros com motorista estão convergindo para a eletrificação.

A tecnologia ganha espaço com a ampliação de smatlocker para entrega de encomendas em supermercados, farmácias, terminais de ônibus, isso diminui a circulação de veículos de carga por toda cidade, torna o ar melhor e o frete com menor custo.

A renúncia e ou redução do carro privado depende de uma série de fatores, afinal se parte dos nossos filhos vão para escola de bikes ou patinetes, certamente nossos veículos acabam andando menos e congestionando menos as vias.

Usando uma terminologia bem atual é preciso reduzir o empoderamento dos veículos, veja por exemplo o tamanho da renúncia fiscal que União e Estados concedem as montadoras de automóveis e procure saber o que ofertam aos fabricantes de outros modais logísticos?

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