Inovação ou Doping Tecnológico?

Nas últimas semanas um debate tomou conta da internet com relação as inovações que o tênis da Nike, o Vaporfly 4%, apresentava. O Vaporfly, também conhecido como 4% deixou uma discussão no rastro por onde passou.

O principal ponto da polêmica é a inovação trazida pela empresa Nike, que para muitos é considerada um doping tecnológico, para isso temos dois exemplos: 

O primeiro do traje de banho para competições de natação, LZR Racer da Speedo, banido do esporte e o segundo o próprio tênis Vaporfly 4% da Nike.

Em ambos os casos estamos falando de diversos processos de inovação com muitas patentes registradas. O direito protege e incentiva a pesquisa mas o esporte, ao encontrar tecnologias que tornam a competição desigual, as barra.

O polêmico maiô LZR Racer, que vestiu 130 nadadores que quebraram recordes mundiais, é feito com um tecido ultra fino que repele a água e comprime os músculos, gerando menos esforço e maior desempenho para o nadador, pois, afeta diretamente na hidrodinâmica, permitindo o ganho de 1,9% a 2,2% de velocidade do nadador.

A Federação Internacional de Natação – FINA, após constatar a enorme vantagem de performance que o traje criava baniu das competições a possibilidade de uso, nivelando novamente a competição.

Em contrapartida, o tênis Vaporfly 4% da Nike, apesar de já ter sido objeto de reclamação formal pelos atletas, ainda não foi banido das competições, sendo inclusive autorizado a participar da próxima Olimpíada.

O tênis Vaporfly 4% inclui em sua estrutura uma placa de fibra de carbono em todo comprimento da entressola de espuma. O que aumenta a propulsão dos pés a cada passada, fazendo com que assim, o atleta tenha um aumento na performance de velocidade em razão do impulso causado pelo calçado, técnica essa comparada à utilizada na Fórmula 1.

Visto isso, observa-se que são dois processos de inovação com tratamentos distintos, ainda que produzam resultados semelhantes, ou seja, ganho para o atleta que utiliza. 

A discussão que pode ir muito além chega até ao ponto de seleção genética para a criação de superatletas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.