Chefes antes e depois da pandemia

Entre os muitos desafios que a pandemia nos trouxe organizar a nova rotina de trabalho que foi criada, é um deles. Pense bem, de um dia para o outro os chefes tiveram que se organizar para tocar uma operação com um contingente menor e tiveram que se adaptar a comandar funcionários de forma remota, ou seja tudo deixou de estar bem perto dos olhos.

É óbvio que empresas maiores pela sua complexidade e sistemas de gestão conseguem gerir o trabalho remoto de forma muito mais eficaz. E as médias, pequenas e micro empresas, como ficam? Afinal, qual a cultura de gerentes e coordenadores no acompanhamento dos serviços de forma remota?

Nessa semana em um recente relatório da Bloomberg, discutiu-se como a necessidade de trabalhar em casa durante o período da pandemia resultou em um aumento acentuado na procura de pacotes de software que permitiam o monitoramento do trabalho remoto de seus colaboradores. Softwares como o ActivTrack, Hubstaff, InnerActiv, InterGuard, Time Doctor, Sneek, Teramind e Vericlock são alguns dos mais conhecidos neste meio, além do Trello, tudo seguindo a lógica de manter os olhos dos chefes nas novas e desafiantes rotinas dos colaboradores remotos.

Segundo o relatório da Bloomberg o aumento da procura foi de 10 vezes o usual, o que se levarmos em consideração a compra, implantação e treinamento dessas ferramentas torna-se um verdadeiro desafio, afinal softwares requerem novas culturas e é claro um razoável tempo para implantação, o que num jargão popular, os chefes estão sendo obrigados a trocar os pneus do carro com ele em movimento.

Fato é que durante e depois da pandemia, o trabalho remoto veio para ficar, seja porque ele pode ser mais barato ou porque melhora a rotina dos trabalhadores e do trânsito no geral, serão menos tempo perdido no deslocamento das cidades, sejam elas grandes ou pequenas, além de colaborar com o trânsito nas cidades.

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