A Democratização da Internet e as Plataformas de Stream

A internet surgiu para democratizar o conhecimento e permitir que produtores de conteúdo pudessem fazer isso de forma livre. Contudo, os anos se passaram e com o surgimento das plataformas de assinatura o que ocorreu foi justamente o contrário, nunca antes na história da humanidade a comunicação e a distribuição do conteúdo de filmes, séries, notícias, música e games foi tão concentrada na mão de tão poucos operadores.

Nesse exato momento Apple, Netflix, Spotify e Amazon juntas permanecem na liderança do mercado de assinatura de stream, somando novecentos milhões de assinantes. É quase 1 bilhão de pessoas, e o prognóstico até o fim de 2020 é que se chegue com mais de 1 bilhão de assinaturas.

A Netflix por exemplo, tem mais de 700 milhões de assinaturas para assistir seus vídeos, que gera uma receita de 20 bilhões de dólares, a Apple tem no momento 480 milhões de assinantes.

Essas empresas têm em comum a crença que o número de assinantes irá crescer anualmente na casa de 2 dígitos.

A Amazon Prime conta com 150 milhões de assinantes, o Spotify, líder no mercado de assinatura de músicas já conta com 124 milhões de assinantes, logo com quase 20% da população mundial assinando esses serviços, fica difícil concorrer nesse mercado monopolizado.

Novos players podem entrar, participar desse mercado, mas chegam atrasados.

Não são figuras pequenas que tentam, como a HBO, Disney, entre outros, porém, é curioso que a internet tinha o objetivo de democratizar o conteúdo e permitir que todos pudessem gerar conteúdo e distribuí-lo mas o que estamos vendo é o monopólio dessas plataformas.

Nunca iríamos imaginar que quatro canais de TV por exemplo, pudessem concentrar tamanha força como as plataformas de streaming já concentram em tão pouco tempo.

Assinaturas baratas e muito conteúdo mordem a receita da TV aberta, tornando-as obsoletas. Visto isso, a TV como é deverá se adaptar a essa nova realidade ou ficará para trás.

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